Date: 17-Nov-2008 From: Ulrich Lueders <lincom.europat-online.de> Subject: Estudo comparativo da morfossintaxe do crioulo guineense, do balanta e do português: Intumbo E-mail this message to a friend
Title: Estudo comparativo da morfossintaxe do crioulo guineense, do balanta e do português
Series Title: LINCOM Studies in Pidgin & Creole Linguistics 08
Published: 2008
Publisher: Lincom GmbH
http://www.lincom.eu
Author: Incanha Intumbo
Paperback: ISBN: 9783895861123 Pages: 144 Price: Europe EURO 52.40
Abstract:
Este trabalho estuda a morfossintaxe do crioulo guineense, variedade do afroromance de base lexical portuguesa falado na Guiné-Bissau e na região senegalesa de Ziguinchor, na África Ocidental. O propósito não é um estudo exaustivo deste crioulo, mas uma comparação sistemática da sua sintaxe e morfologia com a do balanta (língua africana da grupo Oeste Atlântico da família de línguas Níger-Congo, tido aqui como exemplo das línguas do substrato e adstrato do crioulo) e com a do português, o seu superestrato. O capítulo um é uma introdução ao conteúdo desta tese. Explica também a convenção ortográfica adoptada para o crioulo e analisa a situação sociolinguística do país e dos povos que compõem a população guineense. O capítulo dois analisa a história dos estudos das línguas crioulas em geral e deste crioulo em particular, desde as primeiras anotações sobre o crioulo guineense até aos estudos mais recentes. Os capítulos três, quatro e cinco apresentam a comparação morfo-sintáctica das três línguas. As categorias gramaticais analisadas foram escolhidas, no geral, tendo em conta a sua relevância na distinção entre os crioulos atlânticos e as suas línguas de superestrato. A maioria corresponde àquelas discutidas em Holm (1988-89) no capítulo sobre a sintaxe. O capítulo três compara o sintagma nominal nas três línguas, analisando os nomes, os seus modificadores e as suas propriedades, a morfologia, a sintaxe e as concordâncias. O capítulo quatro estuda o sintagma verbal: os marcadores de tempo, modo e aspecto, as suas propriedades e as suas possíveis combinações, e os possíveis complementos verbais. O capítulo cinco discute outras estruturas típicas do crioulo guineense, a ordem sintáctica, as orações relativas. O capítulo seis analisa quantitativamente os traços morfo-sintácticos analisados nos três capítulos precedentes, análise esta que sugere uma maior influência das estruturas do superestrato a nível do sintagma nominal e uma maior influência do substrato a nível do sintagma verbal.