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Description:
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Este trabalho estuda a morfossintaxe do crioulo guineense, variedade do
afroromance de base lexical portuguesa falado na Guiné-Bissau e na região
senegalesa de Ziguinchor, na África Ocidental. O propósito não é um estudo
exaustivo deste crioulo, mas uma comparação sistemática da sua sintaxe e
morfologia com a do balanta (língua africana da grupo Oeste Atlântico da
família de línguas Níger-Congo, tido aqui como exemplo das línguas do
substrato e adstrato do crioulo) e com a do português, o seu superestrato.
O capítulo um é uma introdução ao conteúdo desta tese. Explica também a
convenção ortográfica adoptada para o crioulo e analisa a situação
sociolinguística do país e dos povos que compõem a população guineense. O
capítulo dois analisa a história dos estudos das línguas crioulas em geral
e deste crioulo em particular, desde as primeiras anotações sobre o crioulo
guineense até aos estudos mais recentes. Os capítulos três, quatro e cinco
apresentam a comparação morfo-sintáctica das três línguas. As categorias
gramaticais analisadas foram escolhidas, no geral, tendo em conta a sua
relevância na distinção entre os crioulos atlânticos e as suas línguas de
superestrato. A maioria corresponde àquelas discutidas em Holm (1988-89) no
capítulo sobre a sintaxe. O capítulo três compara o sintagma nominal nas
três línguas, analisando os nomes, os seus modificadores e as suas
propriedades, a morfologia, a sintaxe e as concordâncias. O capítulo quatro
estuda o sintagma verbal: os marcadores de tempo, modo e aspecto, as suas
propriedades e as suas possíveis combinações, e os possíveis complementos
verbais. O capítulo cinco discute outras estruturas típicas do crioulo
guineense, a ordem sintáctica, as orações relativas. O capítulo seis
analisa quantitativamente os traços morfo-sintácticos analisados nos três
capítulos precedentes, análise esta que sugere uma maior influência das
estruturas do superestrato a nível do sintagma nominal e uma maior
influência do substrato a nível do sintagma verbal.
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