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Description:
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Este trabalho propõe uma descrição do Nheengatú, a variedade moderna da
língua geral amazônica, que teria se desenvolvido a partir do Tupinambá
(Tupi-Guarani, ramo III). O Nheengatú é falado no alto rio Negro no noroeste
da Amazônia do Brasil por Baré, Baniwa e Warekena, povos que
substituíram suas línguas tradicionais do grupo Arawak do norte pelo
Nheengatú. O trabalho é constituído por onze capítulos, distribuídos em três
partes: Fonologia, Morfologia e Sintaxe.
A Fonologia contém a descrição dos fonemas consonantais e vocálicos,
bem como dos ditongos, a estrutura da sílaba, a manifestação do acento, a
estrutura das palavras e processos morfofonológicos. Observam-se aspectos
de convergência entre o Nheengatú e as línguas do substratum Arawak. A
Morfologia é centrada na descrição das classes lexicais: nomes, verbos,
advérbios. Os nomes são subdivididos em relativos ou autônomos. Os
verbos em transitivos e intransitivos, e estes, por sua vez, em dinâmicos e
estativos. Descrevem-se também classes gramaticais: partículas e clíticos.
São apresentados ainda os processos de lexicogênese nominal e verbal, e a
estrutura do sintagma nominal.
A Sintaxe investiga as propriedades de predicados verbais, nominais e
existenciais, bem como as propriedades de orações coordenadas e
subordinadas. Especial atenção é dada às propriedades de predicados
existenciais; e à cisão entre predicados verbais intransitivos em dinâmicos e
estativos. Por fim, analisam-se os fatores que influenciam a ordem dos
constituintes nas orações intransitivas verbais e nominais, bem como nas
orações transitivas.
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